22 maio 2017

Resenha | A Rainha de Tearling - Erika Johansen


Livro: A Rainha de Tearling
Série: A Rainha de Tearling # 1
Gênero: Distopia, Fantasia
Autora: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Ano: 2017

Resenha:
Do alto da árvore onde está sentada, Kelsea observa a tropa se aproximando. Ela sabia que eles viriam, afinal ela completou dezenove anos, a idade em que os monarcas de Tearling ascendem ao trono. Mas se ela tivesse escolha, ela não iria com a Guarda da Rainha. Desde a morte de sua mãe, a rainha Elyssa, Kelsea foi levada para um esconderijo onde foi criada em uma cabana isolada por Carlin e Bartholemew, que lhe ensinaram tudo o que podiam. Enquanto Carlin ensinou Kelsea a amar os livros, Barty ensinou Kelsea a amar a floresta e a se defender. Mas agora seu destino vai se cumprir, ela vai ter que voltar para a Fortaleza real de Tearling e assumir seu lugar de direito no trono. Porém antes de levar Kelsea, o capitão da Guarda pede uma prova de que Kelsea é mesmo a rainha e ela mostra o pingente de safira que está em seu pescoço desde sempre, assim como a cicatriz em forma de lâmina que vai do seu pulso ao bíceps.

Antes de ir, Kelsea recebe um último conselho: que ela governe de forma racional, mas que no momento sua prioridade será sua segurança, por isso ela não deve confiar no Regente Thomas, que mesmo sendo seu tio, passou esses anos todos à sua procura, com o único desejo de obter o trono. E junto com o conselho, ela recebe um presente, que quando ela abre descobre ser um pingente igual ao seu. Seu primeiro desafio será conquistar a lealdade dos homens da sua Guarda, que acreditam que ela não passa de uma menina fútil. E o pior é que ninguém quer ser leal a alguém que tem um alvo desenhado nas costas, que é o seu caso. E é só eles começarem a viagem para Kelsea descobrir o tamanho do perigo que está correndo. Eles são seguidos por falcões dos mort, e eles não sabem se quem está no comando deles são os Caden, um grupo de assassinos que estão atrás da recompensa oferecida pelo tio de Kelsea, ou se é alguém de Mortmesne, já que corre boatos de uma aliança entre seu tio e a Rainha Vermelha, a feiticeira que comanda Mortmesne. 

O certo é que sua cabeça está a prêmio. Kelsea passou a vida achando que era desafortunada por não ter ninguém, mas só agora ela entende que foi isso que manteve ela viva até o momento. Se conseguir chegar até a Fortaleza viva, ela ainda vai ter que conseguir conquistar o povo sem saber em quem realmente pode confiar. E como o perigo é grande, eles acabam se separando para tentar despistar seus perseguidores e Kelsea fica com Clava, que por coincidência foi quem a levou para o esconderijo quando ela era um bebê. Mas eles são alcançados e mesmo Clava sendo muito bom, eles são capturados por um grupo mascarado e seu líder, que se apresenta como Fetch, o ladrão mais procurado de Tearling. E Fetch diz que vai decidir se Kelsea tem capacidade para ser a rainha que eles estão esperando, ou se ela será como sua mãe. Kelsea não sabe de nada o que aconteceu no passado, mas decide que vai sim ser uma ótima rainha e vai enfrentar tudo o que vier pela frente. E ela nem imagina as dificuldades e os perigos que a aguardam.

"Ela temera ser rainha a maior parte de sua vida e sabia que estava mal preparada para a tarefa, embora Barty e Carlin tivessem feito seu melhor. Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e as mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade."

Eu fiquei doida para ler esse livro desde que vi ele nos lançamentos. E nem acreditei quando a editora me enviou o exemplar para resenha. Ele é uma distopia narrada em terceira pessoa e grande parte da história acompanhamos a Rainha Kelsea, mas temos alguns capítulos onde podemos ver o que está acontecendo com a Rainha Vermelha e alguns onde podemos ver outros personagens tramando alguma coisa contra Kelsea. Mas apesar de ser uma distopia, o cenário é bem medieval, já que nessa transição para um Novo Mundo, Willian Tear acabou deixando a tecnologia para trás. E esse é o primeiro livro de uma trilogia, o que eu nunca gosto muito por ter que ficar esperando para lançar as continuações. Mas nesse caso eu adorei, porque a história tem tanto potencial que não dava para ser contada em apenas um livro.

A leitura não é rápida, porque temos muito detalhes e várias descrições. Outra coisa que também não gosto normalmente, mas que aqui adorei, porque foi isso que me transportou para dentro da história e por vezes eu era a Kelsea, eu tinha suas dúvidas e curiosidades, e outras vezes era eu que estava fugindo de algum inimigo e quando acontecia alguma cena de ação, eu terminava de ler cansada fisicamente de tão real que parecia. Eu amei o livro do primeiro capitulo ao último. Estarei mentindo se disser que teve algo que me desagradou. A autora me conquistou logo nas primeiras palavras e eu me apaixonei pela Kelsea. Geralmente eu fico apreensiva quando vejo comparações com algum livro ou personagem na capa e quando vi a comparação a Katniss (Jogos Vorazes), eu fiquei com medo de acabar me decepcionando com a protagonista. Mas felizmente dessa vez a coisa deu certo e posso até dizer que gostei mais de Kelsea do que da Kat.

E uma das coisas que gostei muito foi que a autora ousou colocar uma garota totalmente fora dos padrões como protagonista da história. Kelsea é morena, está acima do peso, tem várias cicatrizes pelo corpo e por vezes as pessoas se referem a ela como comum. Totalmente o oposto das "rainhas" que estamos acostumadas a ver. Até por isso estranhei que ela será interpretada pela Emma Watson em sua adaptação para o cinema. Mas sua aparência é irrelevante diante de sua grande personalidade. Kelsea é incrível. Ela é corajosa, forte, bondosa sem ser boba, inteligente e sábia e está sempre aberta para aprender. Uma perfeita rainha. Outro personagem que me cativou foi o Clava. Ele é o contraponto de Kelsea e os dois formaram uma dupla sensacional. As cenas mais divertidas foram protagonizadas pelos dois que até poderiam ser pai e filha.

E por falar em pai, esse é um dos grande mistérios da história. Quem é o pai de Kelsea, de onde ela herdou tudo isso, já que sua mãe era totalmente o oposto dela? Esse é um segredo que a maioria dos personagens do livro quer saber. E eu também hehe. Isso é mais um monte de coisas que ficaram em aberto nesse primeiro livro. Quem realmente é o Fetch e qual é o interesse dele nisso tudo? E qual é o poder das joias, já que apenas tivemos um vislumbre do que elas podem fazer nesse primeiro livro. E que vislumbre. Quem gosta de livros com magia, vai amar. E para finalizar essa resenha que já está enorme, tenho que elogiar o trabalho da editora que está impecável. Além dessa capa maravilhosa, temos toda uma edição muito bem feita que dá até gosto de ter na estante. Só me resta indicar o livro. Leiam, arrisco a dizer que foi o melhor que li até agora nesse ano. E olha que já li 84 livros esse ano.

Nota:





20 maio 2017

Lançamentos de maio e junho da Novo Conceito

Livro: Provence
Autora: Bridget Asher
Gênero: Drama
Páginas: 368
Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente... Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”
A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.
Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?
Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.
“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido...”


Livro: Um verão para recomeçar
Autora: Morgan Matson
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 352
Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.


Livro: As Garotas de Corona Del Mar
Autora: Rufi Thorpe
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 288
Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...


Livro: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Gênero: Fantasia
Páginas: 400
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

E as novidades da editora não param por ai. Quem comprar seu exemplar de Caraval na pré-venda na Saraiva, vai comprar a edição brochura e receber a edição de luxo. É isso mesmo, capa dura pelo mesmo valor. Não perca essa grande chance. A promoção vai até o dia 15 de junho.






19 maio 2017

Resenha | A Segunda Chance de Zoe - Layla Casanova


Livro: A Segunda Chance de Zoe
Série: Série Mercy Bay # 1
Gênero: Romance
Autora: Layla Casanova
Editora: Indie
Páginas: 153
Ano: 2017

Resenha:
A história começa com Zoe Hayes pedindo demissão do Hospital Clínico Mayo, em Phoenix, onde fez residência cirúrgica por dois anos e antes disso, de decidir sua especialidade, tinha sido uma interna nesse mesmo hospital. Por isso é difícil para ela deixar tudo para trás. Mas ela está encarando aquilo tudo não como um fim, mas como um começo. Ela está se mudando para São Francisco e agora vai trabalhar no Hospital Geral Mercy Bay que tem um dos melhores programas de residência em emergência e pediatria do país. Isso não é nem de longe a coisa mais assustadora que ela fez, mas ela está bastante nervosa. Mas sua mãe, que acredita muito em destino, diz para que ela se acalme, mas Zoe não acredita em predestinação, se fosse assim sua profissão não teria sentido, já que se a pessoa estivesse destinada a morrer, não adiantaria nada tentar salvá-la.

Mas ainda assim as palavras de sua mãe ficam ressoando em sua cabeça. Reunindo toda coragem que consegue, ela vai para seu primeiro dia de trabalho onde se apresenta para a Dra. Elizabeth Greene, a chefe da residência e do departamento de pediatria, que explica como funciona o pronto socorro. Ela diz que se Zoe fizer apenas o seu trabalho, sem tentar brincar de Deus, tudo vai dar certo. Zoe concorda com um sorriso. Com tudo explicado ela fica aos cuidados do residente-chefe do Pronto Socorro, o dr. Aaron Taylor, que mostra todo o lugar a Zoe. As regras são basicamente as mesmas que ela já está acostumada. Mas sua rotina será completamente diferente, já que ela não será mais uma cirurgiã e sim uma residente de pediatria e trauma, e no pronto socorro e não mais dentro da sala de cirurgia. É como se ela estivesse em seu primeiro dia novamente, é um novo começo.

Conforme os dias vão passando, ela vai se acostumando a rotina e logo faz amizade com Ravi e Andy, residente de psiquiatria e enfermeira respectivamente. E na correria do dia a dia eles encontram motivos para se divertir e descontrair. Um desses motivos é quando chegam os bombeiros e eles param para admirar o físico deles. É assim que ela conhece Adam, um dos bombeiro do 25° Batalhão. E seu encontro não poderia ser pior, já que ela estava com vômito na blusa. Mas já que ela não tem interessem em se envolver com ninguém no momento, isso não faz muita diferença. No fim do dia ela vai até o bar do outro lado da rua e acaba encontrando Adam novamente e ela não sabe como, já que ele parece ter o dom de irritá-la, ela acaba trancada com Adam dentro do minúsculo banheiro do bar. Mas para ela o que aconteceu foi só sexo, mas Adam parece não pensar assim. Será que assim como em sua profissão, ela vai ter também um novo recomeço no amor?

Eu não sou muito de assistir séries médicas atualmente, mas amava o House. Por isso quando a autora me procurou para uma parceria e li a sinopse do livro, fiquei bastante interessada. E quando comecei a ler, achei que não fosse gostar, porque logo no começo já temos uma cena de sexo bem forte e achei que o livro fosse ficar naquela pegada durante toda a história. Mas felizmente me enganei. A história é leve, envolvente e muito agradável. E ideal para ser lida depois de um livro mais denso. Mas apesar disso não deixa de ser um livro marcante e com certeza vou querer ler os próximos livros da série, a escrita da autora é muito boa. Tem de tudo um pouco na história. Temos cenas hot, como já citei, temos romance, temos cenas de amizade e principalmente para quem gosta, como a história acontece a maior parte dentro de um hospital, temos bastante da rotina médica. Esse livro foi uma surpresa muito boa.

Uma coisa que gostei bastante nos personagens, é que eles são bem reais. A Zoe poderia ser qualquer uma de nós. Ela é alguém que de repente percebe que não é aquilo que ela quer para a vida dela e decide mudar. Mas a pessoa que está com ela não aceita essa mudança e insiste em querer a Zoe antiga de volta. Então ela deixa tudo e todos para trás para ter um novo começo. E nesse começo ela encontra alguém que aceita ela exatamente do jeito que ela é agora, mas como ela acabou de sair de algo difícil, ela reluta em aceitar esse novo amor. Adam é o cara que vai fazer o coração dela, e o nosso também, balançar. Pela sinopse achei que ele fosse ser bem diferente do cara amoroso e sensível que encontrei na história. Mas Andy e Ravi foram os meus favoritos da história, por isso já estou ansiosa pelos próximos livros que vai contar suas histórias. Enfim, eu indico o livro para quem gosta de um bom romance, com o pano de fundo das séries médicas que tantos amam. Leiam, a leitura vale a pena.


Nota:



17 maio 2017

Parceria | Layla Casanova

E tem parceiro novo chegando no Prefácio. Dessa vez vamos apresentar a autora Layla Casanova. Alguém já conhece a autora? Eu já li o livro e logo tem resenha dele por aqui.

A Autora:

Layla Casanova é uma geminiana com ascendente problematizador e lua drama queen. Apaixonada por romances médicos e drama, encontra inspiração em Shonda Rhimes e velhos episódios de ER - Plantão Médico, enquanto passa os dias desejando ter um McName próprio e um pager. Quando não está escrevendo, pode ser encontrada atualizando suas séries, chorando a morte de personagens fictícios ou chamando a cardio.

Seu livro de estreia é um romance médico inspirado em suas séries preferidas, como Grey’s Anatomy, ER – Plantão Médico e Chicago Fire. A série Mercy Bay, iniciada em A Segunda Chance de Zoe, está prevista para ter seis livros (de leituras independentes) e um spin-off, acompanhando o dia a dia, altos e baixos dos médicos da Sala de Emergência do Hospital Geral Mercy Bay, em San Francisco.

A Segunda Chance de Zoe está disponível em versão e-book para Kindle e Kindle Unlimited na Amazona e em breve deve estar disponível em cópia física na mesma loja.

Sua Obra:

Depois de um período fora do país, Zoe finalmente sabe que rumo dar a sua vida. Deixando para trás carreira, cidade e um antigo amor, Zoe muda-se para San Francisco e começa sua residência em medicina de emergência.  Recém-chegada ao Hospital Geral Mercy Bay, a ideia era focar na sua carreira, mas quando ela esbarra no bombeiro mais quente da cidade no Pronto Socorro, tudo muda. Adam é bonito, engraçado e empenhado em salvar as pessoas, e Zoe percebe que não vai conseguir ficar longe dele desde o seu primeiro encontro. O problema é que as complicações de um relacionamento não estavam nos seus planos.  Zoe acabou de descobrir o poder das segundas chances ao mudar de emprego, mas será que Adam conseguirá lhe mostrar o poder de uma segunda chance para o amor também?


Contatos:




16 maio 2017

Resenha | Boneco de Pano - Daniel Cole


Livro: Boneco de Pano
Série: Detetive William Fawkes # 1
Gênero: Policial
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2017

Resenha:
Ele ficou conhecido como o Cremador porque ele dopava suas vítimas e queimava elas vivas, algumas delas foram encontradas ainda pegando fogo. Foram 17 mulheres no total, em 17 dias. Todas prostitutas na faixa de idade entre 14 e 16 anos. E da mesma forma que ele começou a matar, ele parou. A polícia não tinha nenhum pista, até que o detetive William Fawkes, mais conhecido como Wolf, efetuou a prisão de Naguib Khalid, um taxista. E tudo parecia correr bem até que começou um boato de que ele era inocente e a polícia só estava usando Khalid como bode expiatório. A defesa fez a festa inutilizando quase todas as provas contra seu cliente, alegando terem sido plantadas por Wolf, que foi acusado de agressivo e obsessivo por um colega policial. Por isso o resultado do julgamento não poderia ser outro: Khalid foi declarado inocente. Mas Wolf não se conformou com isso, e no momento do veredito ele pulou sobre Khalid com a intenção clara de matá-lo. Isso rendeu a Wolf um afastamento e um tratamento psicológico.

Mas agora, quatro anos depois, Wolf está de volta a ativa. E ele estava de folga quando recebe uma ligação de seu chefe mandando ele ir para o local de um crime, que por coincidência é na mesma rua que ele está morando, em frente na verdade. Pensando se tratar de apenas mais um assassinato, Wolf vai até o local, onde encontra Emily Baxter e o novato Edmunds, que diz a ele que dessa vez a coisa é grande. E quando Wolf vê o corpo, que está pendurado no teto, ele fica pasmo. É um corpo, mas seis vítimas. O assassino costurou partes de seis pessoas diferentes, mulheres, homens, negros, brancos, criando assim somente um corpo, como naqueles bonecos de pano. E o mais estranho é que Wolf tem certeza de que a cabeça é de Khalid. Mas isso é impossível, já que Khalid está cumprindo pena em um presídio de segurança máxima já que posteriormente foi provado que Wolf estava certo o tempo todo e ele era o culpado. E o pior, o dedo indicador de uma das mãos do corpo, está apontando para a janela do apartamento de Wolf, que fica do outro lado da rua.

Enquanto a polícia trabalha para identificar as vítimas, o assassino faz outro movimento. Ele envia para Andrea Hall, ex mulher de Wolf e repórter, as informações de seus próximos passos. Ele vai montar outro "boneco" e fornece para Andrea além das fotos do primeiro boneco, uma lista com o nome das próximas seis vítimas e a data de suas mortes. Quando Andrea tenta contar para Wolf o que recebeu, ele ouve até Andrea dizer que o primeiro nome da lista é o do prefeito e que ele vai morrer hoje. Então Wolf sai correndo para tentar salvar a vida do prefeito, que é assassinado na sua frente, debaixo do nariz da polícia. O que ele não ficou para ouvir de Andrea foi o ultimo nome da lista: o dele próprio. E Andrea que tinha decidido não divulgar a lista das próximas vítimas, acaba fazendo exatamente isso para não perder a reportagem para uma colega. É pela televisão que Wolf fica sabendo que seu nome é o último da lista. Agora eles precisam mais do que nunca descobrir quem é o assassino e tentar achar alguma relação entre as pessoas cujo nome estão na lista à tempo de salvá-las. E durante a investigação eles vão perceber que Wolf está tão ligado aos acontecimentos quanto o assassino.

O que chama a tenção na história em primeiro lugar, é a premissa apresentada. Um corpo, mas seis vitimas e um assassino ousado que entrega uma lista das próximas vítimas e ainda marca a data em que vai matar cada uma delas. É claro que com isso a policia vai se mobilizar para tentar impedir que o assassino cumpra sua ameaça, mas ele é tão inteligente que ele não precisa de "armas" e muito menos de estar perto das vitimas quando ele as mata. Eu achei genial a forma como o assassino dá a volta na policia e acaba cumprindo o que prometeu. Outra coisa que chamou bastante a minha atenção foi que aqui não temos um detetive resolvendo toda a situação, temos uma equipe e cada um tem seu papel fundamental na história. Então mesmo que o detetive Wolf seja o carro chefe da história e de uma provável série, os outros são tão protagonistas quanto ele.

Mas nem tudo são flores. Queria estar aqui dizendo para vocês que leiam logo o livro, que ele é sensacional. E até quase no final dele eu achei que era isso mesmo que eu ia dizer, mas infelizmente eu me decepcionei muito com o final do livro. Por isso apesar de ter amado uma grande parte do livro, de ter achado o autor genial na história que ele criou e nos mistérios presentes, acabei achando que o final deixou muito a desejar para a grande história que ele criou. A coisa foi tão boa até certo ponto, então parece que a criatividade acabou e ele terminou a história de qualquer jeito. Não que não tenha feito sentido, porque fez, mas ficou parecendo, na minha opinião, que a história quase inteira foi escrita por uma pessoa e o final foi escrito por outra que não tinha nem parte do talento apresentado até então. Então a minha nota foi um muito bom, porque o final eu não gostei.

Mas se desconsiderarmos o final, a história é ótima. A escrita do autor, a parte que gostei é claro, é ágil, envolvente e a história é daquelas que a gente fala "só sou ler mais um capitulo" e quando percebe já leu mais cinco. O personagem que mais gostei foi o Edmunds. Não vou dizer porque para não soltar spoilers, mas ele é o cara. Infelizmente acho que ele não vai estar no próximo livro, o que é uma pena, mas torço para que sim. Já o Wolf, não sei se gosto ou não. teve algumas partes que gostei muito dele, mas quando cheguei no final, eu mudei de ideia. Emily eu até que gostei, mas a paixão dela pelo Wolf torna ela cega para outras coisas. Já a Andrea apesar de ser apresentada como um personagem ambiciosa, eu gostei bastante de suas atitudes. Enfim, eu indico o livro, mas não vá com muitas expectativas para o final, ou pode ser que você goste hehe. A edição está bem caprichada e a capa tem tudo a ver com a história.

Nota:





14 maio 2017

Especial | Dia das Mães

Todo ano no dia das mães fazemos alguma postagem falando sobre as mães da literatura ou dos filmes. Mas esse ano resolvemos fazer diferente: vamos falar sobre nossa mães.

Silvana/Nair



Quando criança usamos as expressões "rainha do lar", "a flor mais linda do jardim", "heroína" e muitas outras quando nos referimos a nossas mães. Mas só quando nos tornamos adultas é que realmente vamos entender o significado dessas palavras e do quanto as nossas mães vão muito além dessas expressões.

Minha mãe, Nair, tem 74 anos. Eu nasci quando ela já estava com 39 anos, depois de quatro filhos e infelizmente um natimorto e cinco abortos espontâneos. A família ia ser enorme se todos tivessem nascido vivos hehe. Eu fui a única que nasci em um quarto de hospital, os outros nasceram em casa assistidos por parteiras já que meus pais moravam na roça. Então imagine a dificuldade que era.

Meu pai faleceu o ano passado, mas eles tiveram um casamento de 56 anos e mais 4 de namoro. Minha mãe trabalhava na roça durante todo o dia e ainda tinha quatro crianças e um marido para cuidar e todos os serviços domésticos. Isso morando em um local que não tinha nem água encanada nem energia. Por aí você já podem imaginar o quanto ela foi guerreira.

Eu tenho minha mãe como um exemplo de amor, disposição e fortaleza. E sua principal característica, a bondade. Ela é tão boa que tem horas que eu até fico brava porque as pessoas se aproveitam. Ela tem defeitos sim, como todo mundo, mas suas qualidades superam e muito seus defeitos. Se eu conseguir ser 10% de tudo o que ela é e representa para toda minha família, eu já vou estar feliz.

Sei que por mais que eu diga aqui não vou estar nem chegando perto do que ela merece, mas queria deixar registrado todo meu amor por ela. Ela é e sempre será uma referencia, e hoje eu posso dizer com toda propriedade que ela é sim, a flor mais linda de todo jardim, ela é minha heroína e ela é a rainha do nosso lar. E eu sou grata a Deus por ter me dado a oportunidade de tê-la como minha mãe.

Mãe, eu te amo!


Olivia/Madalena


Percebi o quanto é difícil falar sobre nossas mães. Quero falar tanta coisa e é difícil encontrar palavras para apresenta-la a vocês. 

Dona Mada como é chamada por muitos. Tem 52 anos, nascida em Rio Grande do Norte/RN. Aos 14 anos foi mãe pela primeira vez, uma criança gerando outra, no caso eu. Aos 18 foi mãe novamente e se separou do meu pai (hoje tão comum, mas pense como era isso nos anos 80)

O sobrenome dela poderia ser trabalho, ela é um grande exemplo de mulher batalhadora. 
Ah! Ela é responsável pelo meu gosto  e pela leitura e filmes, minha grande  a influência, da pra imaginar que eu  assistia Sexta-feira 13 com ela? Hahaha

Pense numa mulher que não para... a Dona Mada da Natura anda por tudo que é lugar para vender seus produtos. E quando tive a oportunidade de ajuda-la a entregar algo, sempre ouvi elogios e admiração de seus clientes. 

Claro que existe os pontos fortes e fracos. Ela é uma mulher forte e guerreira, teimosa e ciumenta, já abriu a própria casa para ajudar quem precisa. Não tem estudos e aprendeu muita coisa por conta própria. 

Nossa família é uma benção. Ela se casou novamente teve mais 2 filhos. Aprendeu que cada um de nós tem sua personalidade e que é preciso além de amor paciência pra lidar com todos. 

Manhê, te amo! 


Desejamos a todas as mães um dia lindo, que as bênçãos de Deus sejam abundantes em suas vidas. É até clichê dizer, mas filhos aproveitem enquanto sua mãe está com vocês. Dê atenção, amor, carinho, orientação...
São esses momentos que ficarão em nossas lembranças quando elas partirem. 

Um forte abraço e mães, vocês são insubstituíveis!



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