20 setembro 2017

Resenha | O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs


Livro: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares
Série: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares #1
Gênero: Fantasia
Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
Páginas: 336
Ano: 2015
Resenha:
Quando criança Jacob Portman era fascinado pelas histórias que seu avó Abraham contava. As histórias eram sobre sua infância e aconteciam em um orfanato que ficava em uma ilha no País de Gales, onde as crianças ficavam protegidas dos monstros graças a uma ave velha e sábia. Essas crianças tinham peculiaridades, uma podia levitar, outra podia erguer muito peso e tinha até uma que era invisível. Mas Jacob foi crescendo e começou a duvidar da veracidade das histórias e seu avó mostrou algumas fotos que ele tinha dessas crianças. E mesmo aos seis anos, era possível ver que as fotos não eram muito reais. Mas Jacob queria acreditar e continuou assim por algum tempo, até que seu pai contou a verdade. Que Abraham na verdade era um refugiado da Segunda Guerra e a peculiaridade das crianças era que todas eram judias fugindo dos monstros alemães.


Então aquilo aconteceu e mudou a vida de Jacob. Quando estava com quinze anos seu avô que passava a maior parte do tempo vivendo em suas próprias histórias e era considerado um demente, ligou para Jacob pedindo ajuda e quando Jacob chegou até ele, Abraham estava quase morto, como se tivesse sido atacado por algum animal e antes de morrer ele fez Jacob prometer que iria para a ilha, único lugar onde ele estaria seguro e falou algumas frases desconexas: "Encontre a ave", "Na fenda", "Do outro lado do tumulo do homem velho", "Três de setembro de 1940", "Emerson... a carta", mas o que apavorou mesmo Jacob foi ver uma das criaturas que seu avô descrevia quando ele era criança. Ninguém acreditou no que ele viu, e por meses Jacob teve o mesmo pesadelo com o avó e o monstro todos os dias e precisou da ajuda de um especialista, o que não resolveu muita coisa.


Mas então em seu aniversário de dezesseis anos ele enfim teve acesso ao livro de Emerson e dentro havia uma carta escrita há quinze anos por uma tal Alma Peregrine, diretora escolar. Jacob então convence seus pais de que ele precisa ir até a ilha para conseguir se curar daquele pesadelo. Mas ao chegar na ilha, no lugar do orfanato ele só encontrou um mausoléu destruído há muitos anos, na época da guerra, precisamente no dia 3 de setembro de 1940 e aparentemente seu avô foi o único sobrevivente do bombardeio. Porém Jacob não se dá por vencido e decide investigar o orfanato. Depois de muito procurar ele encontra um baú repleto de fotografias iguais ao que seu avô lhe mostrou. E é nessa hora que ele percebe que não está sozinho, crianças iguaizinhas as da foto estão lhe observando. Depois da susto ele corre atrás de uma das garotas e acaba indo parar em um cairn, uma das tumbas neolíticas que deram nome a ilha. Mas ao voltar pelo túnel, ele acaba encontrando o que foi procurar na ilha.

"Virei-me na direção da janela e olhei para fora, maravilhado. O quintal estava cheio de crianças; quase todas elas eu reconheci das fotografias amareladas. Algumas descansavam à sombra de árvores frondosas, enquanto outras jogavam bola e corriam atrás umas das outras em meio a canteiros de flores que explodiam em cores. Era exatamente o paraíso que meu avô me descrevera em suas histórias. Essa era a ilha encantada; essas eram as crianças mágicas. Se eu estava sonhando, não queria mais acordar. Pelo menos, não por um bom tempo."

Quando vi esse livro pela primeira vez eu jurava que era de terror. Acho que por causa das fotos. Só vim descobrir sobre o que era realmente quando veio o filme e dai todo mundo começou a resenhar. E na BF do ano passado aproveitei e comprei os três livros de uma vez que estavam muito baratos e eu estava morrendo de curiosidade de ler. Mas só agora consegui colocar eles na lista de leitura hehe. Mas não consegui comprar todos da mesma editora. O primeiro livro só achei o capa dura da Leya, e os outros da Intrínseca, mas não deu muita diferença não. Os três são lindos. Por fora temos uma jacket com uma das fotos que estão dentro do livro, e a capa dura é na cor rosa. O livro é uma união da história com as fotografias, que segundo o autor, são todas autenticas. A diagramação está perfeita e não vi erros de revisão. É uma edição que dá gosto ter na estante.


Fui fisgada pelo autor logo no prólogo. Não sou muito fã de livro em primeira pessoa, principalmente em livros de fantasia, a visão da história fica muito limitada. Mas Jacob é um personagem que a gente ama logo na primeira página, por isso não me incomodei com a narração. Li em algumas resenhas que o começo do livro é muito lento e que as coisas demoram para acontecer. Eu não achei isso. A primeira parte é essencial para entendermos onde o autor quis chegar com a história. É claro que queremos chegar logo na parte onde estão os peculiares, mas a jornada até lá é tão importante quanto o restante da história. E eu que adoro histórias com viagens no tempo, fui surpreendida quando cheguei nessa parte da história e descobri que as crianças viviam em uma fenda temporal. Já estava amando a história antes, depois disso então...


O autor é muito bom. O livro é de fantasia, mas a história poderia ser real. E tudo acontecer em meio a Segunda Guerra torna o enredo ainda mais interessante. E ainda assim não poderia ser mais atual ao levantar a bandeira sobre a diversidade, assunto tão comentado hoje em dia. Não temos "poderes" que nos diferenciam, mas não somos todos peculiares de uma maneira ou de outra? E isso não nos torna nem melhor, nem pior do que ninguém, só diferente. Enfim, só me resta indicar o livro para quem ainda não leu. Quanto ao filme, li muitas criticas negativas sobre ele e as diferenças entre os dois, mas ainda assim irei assistir. Ainda bem que já tenho o segundo livro porque eu preciso ler a continuação dessa história.


Nota:







18 setembro 2017

Parceria | Ton R. Joseph

O blog fechou mais uma parceria. Dessa vez foi com o autor Ton R. Joseph que tem um conto publicado na Amazon e está com um livro em andamento. Vamos conhecê-lo?

O Autor:

Ton R. Joseph é o autor do conto O que nós fizemos?, sua primeira história, que narra a perturbadora viajem que três irmãos fazem à casa de praia da família no literal paulista. Lá eles são atacados por jovens mascarados que tentam matá-los a todo custo. Isolados do mundo e presos na casa, os irmãos tentarão encontrar uma maneira de sair dali e descobrir o que fizeram para aquelas pessoas quererem matá-los. Com o tema voltado para a discussão de gêneros e LGBTTfobia O que nós fizemos? é muito mais que um thriller de terror, é o horror cometido por essa sociedade preconceituosa.
Antes de se dedicar a escrita de seus livros, Ton tentou ser ator e roteirista, mas não eram as profissões que achou que deveria seguir. O que nos fizemos? é baseado em histórias que chegaram até ele de alguma forma e não saíram da sua mente durante um tempo. Ele tem 22 anos, graduando de Letras Português e espanhol pela Universidade Federal de Sergipe, nasceu em Itabaiana-SE e atualmente vive em Aracaju-SE.
Ton faz uso da ficção para abordar temas complexos da vida. Acreditando que a leitura tem o poder de levar informações construtivas as pessoas, além de ser um ótimo refúgio da vida real.


Sua Obra:

Sol. Praia. Bebidas e diversão. Cristina e seus dois irmãos, Miguel e Rafael, estão tendo um final de semana perfeito em Ilhabela na casa de praia da família, o trio planeja os preparativos do primeiro aniversário de casamento de Miguel. Tudo está indo perfeitamente bem na viajem, até que duas garotas misteriosas são vistas do lado de fora da casa. Miguel sai para ver se ambas precisam de ajuda, mas acaba não retornando. Preocupados, Cristina e Rafael saem à procura do irmão, mas acabam sendo atacados por jovens mascarados que tentam a todo custo matá-los. Agora, presos dentro da casa e isolados do mundo, os irmãos tentarão encontrar uma maneira de sair dali e descobrir o que fizeram para aquelas pessoas quererem matá-los.


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15 setembro 2017

Resenha | Uni-Duni-Tê - M.J. Arlidge


Livro: Uni-Duni-Tê
Série: Helen Grace # 1
Gênero: Policial, Suspense
Autor: M.J. Arlidge
Editora: Record
Páginas: 322
Ano: 2016

Resenha:


— No chão, ao lado de celular, tem uma pistola. Está carregada com uma única bala. Para Sam ou para você. Este é o preço da sua liberdade. Para viver, precisa matar. Você quer viver, Amy?

Amy e seu namorado Sam estavam tentando uma carona quando voltavam de um show. Chovia intensamente e nada de alguém parar. Mas enfim uma mulher em uma van para e até serve um café para eles se aquecerem. O que eles nem imaginavam é que iriam acordar dentro de um pesadelo. Eles estavam dentro de uma piscina vazia e a primeira reação deles foi gritarem até ficarem sem voz. Quando pararam de gritar eles ouviram um celular tocando e Amy correu atender. A pessoa no outro lado da linha lhe deu uma escolha: matar ou morrer. Eles tentaram de tudo para escapar, mas a fome e o desespero falou mais alto e depois de pouco mais de duas semanas desaparecida, Amy foi encontrada, parecendo mais um animal selvagem do que um ser humano, e a única coisa que ela conseguiu dizer foi que havia matado seu namorado.

Helen Grace, detetive-inspetora foi designada para o caso. Num primeiro momento ela não acreditou em nada do que Amy estava dizendo. O mais provável era que Amy vinha sofrendo algum tipo de agressão de Sam e enfim reagiu, ou qualquer outra coisa, menos que alguém havia sequestrado duas pessoas para forcarem elas a se matar, e nem ter ficado para assistir. A história era tão absurda que talvez fosse verdade mesmo, afinal porque Amy ia inventar algo assim? E ao examinar as evidencias, Helen acaba acreditando em Amy. Mas a coisa não para por ai. O caso de Amy nem se encontra perto de ser resolvido quando a detetive fica sabendo que tem dois homens de negócio desaparecidos há três dias. Mais um sequestro estranho para a coleção.

Ben e Peter estavam voltando de uma reunião quando a gasolina acaba no meio do nada. O mais estranho é que Ben tem certeza de que o tanque estava cheio. Mas quando eles já estavam começando a se desesperar apareceu uma mulher em uma van e ofereceu carona. Mal sabiam eles que seu pesadelo estava só começando. Quando eles acordam, eles estão dentro de uma espécie de silo e eles recebem um telefonema idêntico ao de Amy e Sam. Dias depois Ben acha que Peter está morto, mas quando se prepara para atirar Peter reage e quem acaba morto é Ben, deixando Peter livre. Mas quando Helen chega ao local do crime ela descobre que Ben é na verdade James, que ela salvou anos atrás. E a assassina não para por ai, mais duplas acabam na mesma situação e Helen percebe que a resposta para esse enigma está nos sobreviventes e quem sabe nela mesma.

"Porque a assassina agia dessa forma? Fazia suas vitimas participarem de um diabólico jogo de uni-duni-tê, certa de que, quem puxasse o gatilho, em última analise, sofreria muito mais do que sua vitima. "

Desde que lançou esse livro que eu fiquei louca para ler ele. Só li resenhas positivas e a cada resenha minha vontade de ler só aumentava. Mas demorei para comprar e quando chegou acabei deixando lá na estante. Finalmente peguei ele para ler e meu Deus, que livro? Eu devorei ele porque eu precisava de respostas. Narrado em sua maioria em terceira pessoa, com alguns capítulos por alguém que só descobrimos quem no final da história, em primeira, os capítulos são bem curtos, somando um total de 117 capítulos em 320 páginas, por isso a leitura flui, mas mesmo que não fosse assim a leitura seria rápida, porque o suspense é tão grande que o leitor não consegue desgrudar do livro sem saber como termina.

A ideia do enredo não é nova. Quem é fã de Jogos Mortais está acostumada com ela. Mas enquanto em Jogos Mortais o foco são as vitimas e suas reações, aqui o foco é na investigação. Mas ainda assim é impossível não ficar horrorizada em algumas cenas onde mostra o que o ser humano é capaz de fazer para sobreviver. Eu não parava de pensar o que eu faria naquela situação. Você é privado das coisas mais básicas como água, comida, luz, falta de espaço para fazer suas necessidades fisiológicas e tudo isso sem saber se a outra pessoa vai ter coragem de te matar. No começo a coisa até que vai bem, mas depois de semanas, é impossível prever qualquer tipo de reação. Confesso que teve uma cena que fiquei com vontade de vomitar, mas depois pensei, será que eu faria isso? E ainda tem a questão do sobrevivente? Será que a pessoa que sobrevive realmente sai com vida daquele lugar?

Uma coisa que me chamou bastante atenção no livro é o papel das mulheres na história. Os homens são meros figurantes hehe. É o primeiro livro de serial killer que leio que é uma assassina, isso não é spolier, já desde o começo a gente fica sabendo disso. E como temos várias mulheres que protagonizam essa história, apesar da Helen ser a principal, eu ficava tentando adivinhar qual delas era a assassina. Inventei mil teorias e não passei nem perto da verdade. E fora o mistério atual temos um suspense também no passado da detetive que, também não é spoiler, ela se pune por alguma coisa e conforme vamos lendo, a curiosidade para saber o porque e se isso tem alguma ligação com o caso só vai aumentando. E as perguntas também. Chega uma hora que a tensão é tanta que você tem que largar o livro e relaxar. Mas no fim o autor dá todas as respostas e fecha a história com chave de ouro.

A edição da editora está impecável e a capa é muito bonita. Se recomendo o livro? Com certeza. Amantes de livros do gênero vão amar.

Nota:






14 setembro 2017

Top 5 | Protagonistas fora da casinha

Tem protagonistas que são tão loucas que não tem como não rir com as coisas que elas aprontam. É cada coisa que você até duvida de que alguém faça aquilo mesmo na vida real. Mas o pior é que tem gente que faz mesmo, eu conheço algumas hehe. Geralmente elas estão nos Chick-lits. Vejam se vocês concordam comigo. Se conhece mais alguma, me conte nos comentários.

5 - Rachel Walsh - Férias
A Família Walsh é formada por mulheres loucas, mas como tinha que escolher uma, escolhi a Rachel. Ela apronta todas em um "spa" onde ela vai tirar férias na versão dela, mas na verdade é um centro de reabilitação para dependentes químicos.


4 - Poppy - Fiquei com o Seu Número
A Sophie é tão boa que vai aparecer duas vezes na minha lista. Esse foi o primeiro livro que li dela e me apaixonei pela autora. A Poppy é muito fora da casinha. Eu quase morri de rir em uma cena onde ela canta e dança uma versão de Single Ladies, para um grupo de japoneses.


3 - Daniella - As GRANDES Aventuras de Daniella
E não poderia faltar a Daniella aqui na minha lista. Ela é louca de pedra e tudo acontece com ela. Sem falar que é um nacional que todos deveriam ler.


2 - Delilah - Qual Seu Número?
Esse foi o primeiro livro que ganhei em um sorteio e foi meu primeiro livro do gênero também. A Delilah tinha que entrar nessa lista porque ela faz altas loucuras para não aumentar seu número. Ela chega ao ponto de se internar em uma clinica de reabilitação para falar com um ex. O filme não chega nem perto de mostrar o quanto esse livro é bom.


1 - Becky Bloom - Série Becky Bloom
E no primeiríssimo lugar tinha que ser ela é claro. Afinal ela já vem cometendo loucuras a oito livros. E como o próprio nome diz, ela deliria e muito. Ela delira tanto, que mentir e inventar as coisas é algo natural e ela própria acredita nas coisas que ela diz. Assim como no livro anterior, se você só assistiu, não sabe o que está perdendo.






12 setembro 2017

Resenha | Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência - Sarah McLean


Livro: Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Série: O Clube dos Canalhas
#1 - Entre o Amor e a Vingança
#2 - Entre a Culpa e o Desejo 
#3 Entre a Ruína e a Paixão
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutemberg
Páginas: 320
Ano: 2016

Resenha:

Atenção: Se você ainda não leu até o terceiro livro dessa série e pretende ler, contém spolier na resenha. 
Agora se você ainda não leu os três primeiros livros da série O Clube dos Canalhas e a série Os Números do Amor, não leia esse livro, nem mesmo a sinopse. Você vai pegar um gigantesco spoiler.

O dia que marcou a ruína de Lady Georgiana Pearson, foi também o dia em que ela se tornou livre. Como filha e irmã de duques ela tinha um dever a cumprir perante a sociedade. Ela não poderia recusar os convites para festas, chás, piqueniques e eventos sociais. Muito menos circular sem uma acompanhante e tinha que mostrar interesse na "santa trindade da conversação aristocrática feminina", ou seja fofoca estupida, moda contemporânea e cavalheiros casadouros. Ela só tem a agradecer a Jonathan, o cavalariço que a enganou com promessas de amor, que ela aos dezesseis anos, foi ingênua o suficiente para acreditar. Com um filho na barriga sem nem ter debutado ainda, ela não teve outra alternativa a não ser fugir de seu irmão, o duque de Leighton. E além de ela ter ficado livre de toda essa chateação, hoje dez anos depois ela é uma das pessoas mais poderosas de Londres.

O cassino mais exclusivo de Londres, o Anjo Caído é comandado por quatro sócios, sendo que Chase, foi quem fundou e fez crescer o negócio. O que ninguém faz ideia é que Chase, o homem que detêm os piores segredos dos figurões da sociedade e tem todos os poderosos na palma de sua mão, na verdade não é um homem. Ele é ninguém menos do que Georgiana, que também circula pelo cassino como Anna, uma famosa prostituta. E as coisas poderiam ter continuado assim se não fosse por um detalhe: Caroline. Sua filha tem nove anos e até então sua desonra ainda não tinha chegado até ela. Mas depois que o jornal O Escândalo publicou um cartum ridicularizando Georgiana e sua filha, Caroline passou a ser hostilizada pelas outras garotas de sua idade. Por isso Georgiana decidiu que sua filha terá um futuro, nem que para isso ela tenha que chantagear um aristocrata para ser seu marido de conveniência.

Por isso ela tem que voltar a frequentar a sociedade se tornando um alvo para todos as fofoqueiras da cidade. Mas ela acaba recebendo apoio de onde ela menos espera: Duncan West o responsável por ela estar novamente sendo criticada pela sociedade. West é proprietário de cinco dos periódicos mais lidos de Londres, entre eles o jornal onde foi publicado o cartum que provocou tudo isso. West parece arrependido pelo cartum ter afetado Caroline e oferece uma aliança para Georgiana. Ele pode manipular as notícias a favor dela e garantir o casamento que ela deseja. Em troca ele quer um pequeno favor para garantir que seus próprios segredos não sejam revelados. O problema é que essa proximidade com West está fazendo Georgiana pensar em coisas que há dez anos ela achou que não precisasse mais, como em amar e ser amada.

"Eu sou feliz", ela mentiu.
"Não. Você é rica e poderosa, mas não é feliz"

Final de série é sempre aquela sensação contraditória. A gente quer que termine para saber como ficou a história, mas ao mesmo tempo não quer para não ter que se despedir dos personagens. Mas ainda bem que a Sarah é tipo o Rick Riordan. A série termina, só que não. Essa história começou em Os números do Amor e tecnicamente foi finalizada. Mas eis que surge O Clube dos Canalhas e temos o mesmo cenário e quase que os mesmos personagens, só que dez anos depois. E já sei que depois dessa temos a série Escândalos e Canalhas que a protagonista do primeiro livro já deu as caras nesse quarto livro dessa série. Devo confessar que amo isso. E se tem algo que descobri que a Sarah sabe fazer e muito bem, a Julia Quinn deveria pegar umas dicas com ela, é finalizar uma série. Esse quarto livro foi espetacular, do jeitinho que eu gostaria que tivesse acontecido com Os Bridgertons, mas infelizmente não aconteceu.

Conhecemos Georgiana na série Os Números do Amor e apesar dela ter ficado bem, ficou aquela sensação de que sua história não havia terminado. E não tinha mesmo porque ela chegou para arrasar nesse quarto livro. Ela é nada menos que o homem mais poderoso da Inglaterra, que fora seus sócios, ninguém nunca viu pessoalmente. Enfim vamos descobrir a verdade por trás do famoso clube e o porque dele ter sido criado. Para conseguir entrar no Anjo Caído a pessoa tem que revelar um segredo e Chase guarda esses segredos como um trunfo e não hesita em usá-los quando necessário. Mas como ninguém pode saber quem é Chase, ela não poderia circular por seu clube e então ela cria a Anna, uma prostituta que faz o "homem de recados" do Chase. E é assim que ela conhece West,  que tem tipo uma sociedade com Chase. Quando é do interesse de Chase, ela solta os segredos para West publicar em seus jornais.

Mas apesar de todo esse poder, Georgiana continua sendo uma mulher frágil que ainda se importa com o que as pessoas dizem dela, principalmente o que dizem de sua filha. Então vamos conhecer uma mulher que tem três personalidade dentro de si e que apesar de tudo ainda sonha com o amor, mesmo achando que ela nunca vai ter a oportunidade de conseguir. Por isso é lindo em ver como o amor vai surgindo aos poucos entre eles. Assim como Georgiana, West tem um segredo que o impede de pensar em um futuro com alguém. Acho que é o primeiro romance de época que leio que o amor não é instantâneo entre os protagonista, a atração sim. Então suspirei, torci pelos dois e chegou em um ponto em que eu não via como eles conseguiriam terminar juntos, porque seus segredos eram parte de quem eles eram. Mas a autora foi mais esperta que eu e terminou o livro de uma forma que até chorei de emoção.

E não posso deixar de citar Caroline, a filha de Georgiana. A garota é um prodígio. Ela com nove anos é mais esperta que todos os outros juntos. As partes que ela aparecia eram muito engraçadas, mas ao mesmo tempo eram lindas de ver a intimidade entre a mãe e a filha, mesmo elas não sendo próximas fisicamente por culpa de uma sociedade que não aceita o que eles consideram como erros. Outro ponto forte foram as interações entre os sócios do clube. Adorei ver eles se intrometendo na vida do Chase assim como ela fez com eles nos outros livros. E para essa resenha não ficar maior do que já está, só me resta indicar o livro, ele é maravilhoso. A edição está perfeita e a capa que até então eu achei que não tinha combinado com as outras da série, depois que eu li, achei perfeita, ainda que ela seja meio que um spoiler hehe. E só para deixar bem claro, de maneira nenhuma leia essa série fora da ordem. Leia primeiro os livros da série Os Números do Amor e depois essa série, e na sequencia.

Nota:





11 setembro 2017

Setembro Amarelo - Dica de Livros


Acho que quase todo mundo já conhece o Projeto Setembro Amarelo, mas quem quiser saber mais sobre o assunto consulte: http://www.setembroamarelo.org.br/.

Por isso hoje a postagem é para indicar livros que abordam o tema suicídio e depressão. Acho que quanto mais lermos sobre o assunto, mais ficaremos atentos. Sei que tem muito mais livros que abordam o tema, mas vou indicar esses que eu já li.

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta...

E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama?
O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos.
Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas.
A Lista Negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.

Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã.
Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês.
Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular:
Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.


Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.





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